segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

Fórum Setorial de Turismo aponta os gargalos do turismo na Paraíba

Os integrantes do Fórum Setorial de Turismo na Paraíba promoveram sua segunda reunião de trabalho nesta semana, quando foram elencados e discutidos os principais gargalos que entravam o setor turístico de João Pessoa. Durante o encontro, foram identificados pelo menos 21 problemas, que vão desde a insuficiência de voos regulares para a capital paraibana até a falta de espaço para médios e grandes eventos e a inexistência de um Centro de Convenções.

O secretário geral do Fórum será Gustavo Garcia, presidente do João Pessoa Convention Bureau. Ele afirmou que a nova instância do turismo paraibano não pretende sobrepor-se a outros conselhos existentes. “Este Fórum será mais uma instância onde poderemos debater e solucionar os nossos problemas, muitas vezes de ordem simples e que fazem uma diferença imensa para a capital”, disse.

O Fórum Setorial faz parte do Projeto Nordeste Territorial da Atividade de Turismo (PTAE) formatado e coordenado pelo Banco do Nordeste do Brasil e conduzido pelos demais parceiros e atores ligados à atividade em João Pessoa.

Os gargalhos do turismo na Paraíba:

1 Insuficiência de voos regulares para a capital;
2 Falta de espaço para médios e grandes eventos: inexistência de Centro de Convenções em JPA;
3 Existência de informalidade de todas as ordens na orla da capital;
4 Existência de taxista como Guias de Turismo; (Contraria Lei do MTUR);
5 Improvisação das políticas públicas de todas as esferas governamentais existentes no município (falta de planos consistentes);
6 Falta de terminais turísticos na capital;
7 Falta de espaços para eventos públicos e de políticas para incremento do segmento de eventos;
8 Carência na divulgação promocional da cidade de João Pessoa em importantes e emergentes mercados;
9 Carência de sinalização turística nas vias da capital (inclusive placas indicativas defronte aos hotéis da orla para parada de ônibus e veículos de turismo);
10 Falta de qualificação profissional da mão-de-obra para todo o setor turístico (alta rotatividade dos profissionais nas empresas);
11 Exagero na poluição sonora e visual em áreas de circulação dos turistas;
12 Contravenção da profissão de Guia de Turismo por amadores e piratas (Lei no. 8.62393);
13 Falta de funcionalidade para eventos no equipamento Estação Cabo Branco;
14 Falta de continuidade na fiscalização integrada realizada pela PBTUR e SETUR/JP, em compartilhamento com órgãos federais, estaduais e municipais, bem como inexistência de punição para as infrações verificas;
15 Dificuldade de acesso aos equipamentos turísticos;
16 Falta de conscientização quanto à responsabilidade ambiental;
17 Falta de capacitação relativa ao Programa de Alimento Seguro e a boas práticas de distribuição e mesa;
18 Falta de projetos estruturantes para a cidade de João Pessoa;
19 Inexistência do terminal de passageiros no Porto de Cabedelo;
20 Falta de mais encontros e reuniões de trabalho entre os integrantes de trade turístico na busca de novas soluções do turismo da capital;
21 Falta de guias de turismo que dominem outros idiomas (inglês, espanhol e francês).

Fonte: Comunicação Fórum Setorial

Agências de viagem podem se beneficiar do turismo interno

A Associação Brasileira das Agências de Viagens (Abav) registrou, entre outubro e janeiro, queda entre 25 e 30% na venda de pacotes internacionais. ‘Tivemos uma queda acentuada, mas é importante lembrar que desse percentual deve ser considerado o que era expectativa e o que realmente se concretizou. Digamos que os agentes esperavam vender 100 e venderam apenas 70’, diz o diretor de Assuntos Internacionais da Abav, Leonel Rossi.

A crise internacional é um cenário preocupante e este segmento deve sofrer os reflexos, mas, segundo o diretor da Abav, "não há nuvens muito negras". Para reforçar o argumento, ele lembra que o setor não depende de máquinas e equipamentos e, além disso, com o aumento do poder aquisitivo dos brasileiros, mais pessoas estão viajando. "No turismo doméstico, ainda não sentimos muito a crise. Muita gente desistiu das viagens internacionais por conta da alta do dólar. E, viajar pelo Brasil é mais barato e independe do câmbio", reforça.

No caso das micro e pequenas empresas, ele acredita que a flexibilidade ajuda muito a enfrentar problemas circunstanciais. "A pequena empresa costuma se sair melhor, porque o custo operacional delas não é alto". O bom momento vivido entre 2007/e 2008 também pode ter contribuído para reservas financeiras. Segundo Rossi, neste período o turismo doméstico aumentou mais de 20% e o internacional, entre 10 e 15%.

As demissões no setor também podem ser minimizadas. Para o diretor da Abav, o segmento é complexo e as empresas investem muito na formação de uma equipe. Como se leva de três a quatro anos, para se ter um profissional qualificado, ele acredita que as empresas só tomarão este tipo de decisão em último caso. Além disso, reforça, as agências já passaram por outros momentos de dificuldade e, com isso, aprenderam a se diversificar, atuando em nichos específicos como o turismo ecológico e de terceira idade, entre outros.

"O turismo é sempre o primeiro setor a sofrer com crises, mas é também o primeiro a se recuperar. As pessoas, primeiro honram seus compromissos com o pagamento da casa própria e a escola dos filhos, por exemplo, mas depois querem viajar. Viagens são necessidades psicosociais’, afirma.

Fonte: Agência Sebrae de Notícias-DF


domingo, 15 de fevereiro de 2009

Promoção Azul 25 garante 25% de desconto na compra de bilhetes aéreos

A Azul Linhas Aéreas Brasileiras lançou na última terça-feira (10/02) a promoção Azul 25, que garante 25% de desconto na compra de bilhetes para qualquer destino, independente da tarifa. Basta o cliente dizer no ato da reserva, pela Internet ou por telefone, que deseja participar da promoção para pagar 25% menos. A promoção é válida para viagens concluídas até 30 de abril, mas a compra do bilhete precisa ser feita até 20 de fevereiro.
A Azul começou a voar no dia 15 de dezembro do ano passado, inicialmente ligando Campinas a Porto Alegre e Campinas a Salvador, em freqüências diárias, non-stop. Em janeiro, entraram em operação as rotas Campinas-Vitória e Campinas-Curitiba, permitindo também a conexão entre as demais cidades, com escala em Campinas. Na próxima semana, começa a voar de Campinas para Recife, diariamente.
As passagens aéreas podem ser compradas pelo site da empresa
www.voeazul.com.br, através da central de atendimento 3003 2985 ou nas principais agências de viagem.

Natal quer vôos diretos da Tam e Azul

O secretário de Turismo da cidade, Francisco Soares de Lima Júnior, esteve reunido nesta semana com o diretor nacional de vendas, Klaus Kühnast, e o gerente regional de vendas para o Nordeste, Sílvio Casarini, e discutiu a possibilidade da permanência de um vôo SP-Natal.

"Os representantes da Tam me adiantaram a possibilidade do vôo São Paulo/Natal/São Paulo, iniciado em dezembro do ano passado por ocasião da alta estação e que será suspenso depois do carnaval, continuar operando diariamente", revelou Lima Júnior.

Ainda no encontro com os representantes da Tam também foi discutida a possibilidade da reinstalação de um vôo direto do Rio de Janeiro para Natal, que foi cancelado no último mês de dezembro.

"A companhia também está disposta a fazer parcerias com a Prefeitura do Natal para fazer a divulgação da capital potiguar em destinos que ela opera e que ainda não têm vôos regulares para Natal, como Belo Horizonte (Minas Gerais) e Goiânia (Goiás)", detalhou o secretário.

O secretário de Turismo também se reuniu com representantes da empresa Azul Linhas Aéreas com o objetivo de firmar uma linha permanente da companhia para Natal. No próximo mês, a empresa deve começar a operar em Recife e já estuda a entrada no mercado de Fortaleza (Ceará) ainda este ano.

"Estimularemos a vinda dos vôos da Azul para Natal através de desconto na alíquota do ICMS sobre o preço do querosene de aviação. Temos a vantagem de que na capital potiguar essa alíquota é de 17%, enquanto em Recife é de 25%", informou o secretário.

Fonte: Mercado & Eventos

Tropical e Azul revelam planos para o Nordeste

A Tropical Hotels & Resorts, em parceira com a Azul, promoveu nesse sábado (14) no Tropical da Bahia, em Salvador, uma coletiva de imprensa para anunciar as novidades da rede hoteleira e da companhia aérea para o Estado.

De acordo com o diretor presidente da Tropical, Adenias Gonçalves Filho, no ano passado, o grupo cresceu 25% em faturamento, na comparação com 2007. "Para este ano nós pretendemos reforçar nossa presença no centro oeste, em São Paulo e no Rio de Janeiro, com a administração de empreendimentos, já que o orçamento da rede não permite a construção de grandes hotéis”, disse. Além disso, Adenias disse que depois do carnaval o novo site da empresa estará no ar. “Ele será mais interativo e terá um layout mais completo”, acrescentou.

Para o presidente da Azul, Pedro Janot, os resultados alcançados com o trecho Porto Alegre-Campinas-Salvador têm índices além do esperado. “Em nossos voos temos entre 20% e 25% de paulistas voando para Salvador. Até agora, as viagens registraram ocupação de 78%”, comemorou. Janot revelou que os voos de fevereiro fecharam com ocpação média de 70%. “Estamos estudando escalas em Porto Seguro e Ilhéus para acrescentar em um dos nossos voos”.

O secretário de Turismo da Bahia, Domingos Leonelli, falou sobre alguns projetos para aumentar a qualidade no turismo baiano. “Vamos promover pelo segundo ano consecutivo o Espicha Verão, um projeto que visa a extensão do carnaval depois da quarta-feira de cinzas. Além disso também vamos atualizar projetos dos antigos secretários”, comentou. O secretário reforçou, ainda, o novo posicionamento do governo em relação à capacitações para o trade turístico. “Vamos investir R$ 12 milhões em qualificação”, enfatizou. Para finalizar, Leonelli alfinetou: “O duopólio das empresas aéreas prejudica a vinda de turistas para cá. São atitudes como a da Azul que nos alegram”, finalizou.

Fonte: Panrotas